Escola Secundária de Caneças, Odivelas
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publicado por 10ldesign2008, em 18.03.09 às 21:18link do post | favorito

Atitude Projectual - A palavra inglesa "design" descende do italiano "disegno", conceito utilizado, sobretudo a partir da Renascença, para definir uma metodologia, uma atitude projectual, um processo de concepção. Assim, design, designa a atitude projectual. Considera-se que mesmo o homem do paleolítico resolvia um problema de design, quando lascava uma pedra que utilizava como uma extensão tecnológica do seu corpo, afim de responder às suas necessidades de caça.


Projecto - Projecto é uma palavra de origem latina para significar aquilo que era "lançado" - o projéctil - e assim, metaforizou-se passando a significar o lançamento de uma concepção que se quer ver realizada, nomeadamente, através do desenho e com uma intenção de resolver problemas concretos.


Metodologia Projectual - Com a Revolução Industrial e os movimentos de Reforma do séc. XIX, investidos na melhoria da qualidade do nosso ambiente de vida quotidiana, a noção de design afirmou-se de modo cada vez mais racional no século XX, particularmente no design industrial. Estabelece-se uma metodologia projectual de resolução de problemas que se enuncia numa sequência de fases de organização do projecto, por exemplo: definição do problema; análise de soluções existentes; alternativas de solução; levantamento dos meios e dos materiais; avaliação de alternativas; desenvolvimento da alternativa escolhida; protótipo; pré-série; produção.


Criatividade - A atitude projectual de Leonardo da Vinci faz dele um dos primeiros designers da Idade Moderna. Ao reinterpretar, corrigindo, as medidas das proporções humanas, com o quadrado e o círculo que Vitruvio estabelecera na Antiguidade, da Vinci foi um pioneiro da moderna antropometria. Com os projectos de máquinas voadoras, entre outros engenhos, da Vinci foi um genial antecipador de possibilidades tecnológicas que só no século XX se tornaram uma realidade prática. Os seus engenhos reflectem a aplicação de um método científico (ostinato rigore) que em tudo dá um exemplo do que deve ser design: imaginação, conceito e projecto.


Sistema Artificial - Na paisagem artificial que o homem criou para organizar a vida social, são as estruturas e as leis da natureza que estão presentes. Os sistemas naturais servem de modelos para a criação de máquinas artificiais que funcionam como extensões do corpo humano multiplicando a sua capacidade transformadora.


Áreas do Design - As áreas onde o design se pode exprimir são múltiplas e variadas, embora possamos interrelacionar muitas dessas áreas, pode-se particularizar as seguintes: design de comunicação visual, historicamente relacionado com as artes gráficas e onde hoje se pode incluir o design de identidade corporativa, a sinalética, o vídeodesign, o webdesign e o de multimédia; o design urbano, de interiores, de ambientes, de mobiliário; o design industrial, de equipamento, de produto. Entretanto, novas áreas estão a ser definidas, pela urgência: o ecodesign.


Relações - O design, além de, obviamente, estabelecer relações transversais com as artes plásticas, a arquitectura e a engenharia, recorre a disciplinas como a antropometria, a ergonomia, a biónica, a ecologia e a usabilidade, entre outras.


Interpretação - No essencial, o design equaciona uma relação problemática de forma - função em três dimensões: sintáctica; pragmática e semântica. Ou seja, tem em conta o peso relativo de cada uma destas funções: estética; utilitária e simbólica, que exprime valorizando mais uma ou outra, interpretando uma escolha e um certo "esprit du temps".


Atitude Kitsch - O kitsch encontra-se nos antípodas do funcionalismo. O objecto kitsch exibe uma desmedida função simbólica. Representa uma estética de logro (regra geral, de boa fé), sentimentalista e / ou ordinária. Um fenómeno multiplicado pela democratização do objecto resultante da Revolução Industrial. O pós-modernismo relê o kitsch com ironia. "O kitsch é permanente como o pecado" - Abraham Moles.


Design Anónimo - Não se pode falar de design sem referir o design anónimo. Aqueles objectos que foram criados por gente anónima que, de tão simples, quase não valorizamos, mas que foram geniais invenções. São objectos que evoluíram mais pela necessidade prática do que pela preocupação estética. Objectos «sem adjectivos» porque não pertencem a nenhum estilo. Objectos como a mola da roupa, o guarda-chuva, o clip, a rolha de cortiça, a garrafa de vinho, o alfinete de segurança, o fecho éclair, o pioné, o parafuso...


Forma / Fruição - Talvez se possa afirmar que com o pós-modernismo o design superou a velha querela entre formalismo (primeiro a forma, depois a função) e funcionalismo ("a forma segue a função"). O pós-modernismo admite que com o funcionalismo resultou um formalismo. O paradigma da complexidade tornou-se uma referência contemporânea. Em vez de forma - função, decerto com uma dimensão lúdica, o design equaciona um problema de forma - fruição.

 

http://nautilus.fis.uc.pt/cec/designintro/


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